Em oito anos, 48,7 milhões de brasileiros entraram para as classes A,B e C
Desde 2003, 48,7 milhões de brasileiros entraram nas classes A, B e C – população maior que a da Espanha. O maior crescimento se deu nas classes A e B (12,8%), seguidas pela classe C (11,1%). E o processo tem acelerado, mesmo depois da crise financeira de 2009. Nos últimos 21 meses, até maio deste ano, cerca de 13,3 milhões de pessoas ascenderam às classes médias no Brasil. “A educação é a grande política estrutural por trás disso”, explicou Marcelo Néri, coordenador do estudo Os Emergentes dos Emergentes: Reflexões Globais e Ações Globais para a Nova Classe Média Brasileira, divulgado no dia 27/06 pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
A renda do brasileiro vem crescendo desde o fim de 2003 e a desigualdade cai há dez anos. A ascensão da classe C vem sendo observada desde a implementação do Plano Real. Passou de 45 milhões de pessoas, em 1993, para 105,5 milhões, este ano. “O trabalhador brasileiro está trabalhando mais porque se educou mais, está conseguindo trabalho formal e acho que ele é o grande herói dessa ascensão da classe média”, afirmou Neri.
A base da pirâmide, formada pelas classes D e E, por sua vez, ficou menor. Em 2003, 96,2 milhões de pessoas faziam parte da base da pirâmide. Neste ano, o número passou para 63,6 milhões.