Especialista em Educação Financeira ajuda a identificar e evitar a falência pessoal

Sem categoria | 19/01/2010

Muitas pessoas seguem gerenciando mal as finanças pessoais e pensam que falir é coisa para empresas. Não é. O processo de falência pessoal chamada de “insolvência civil” no Brasil é raro, mas pode acontecer. Neste caso, a pessoa falida fica afastada do mundo financeiro por 5 anos e o credor enfrenta ainda maiores dificuldades para receber as dívidas.

“A insolvência civil é o último recurso da pessoa endividada, é o momento em que ela é obrigada a reconhecer, legalmente inclusive, que está no buraco”, disse André Massaro, financista e especialista em educação financeira. O melhor, na visão do especialista, é evitar esta situação extrema e prestar atenção nos sinais de que a pessoa pode estar caminhando em direção à falência pessoal. Veja os sinais, na visão de André Massaro:

1 – Você passa longos períodos sem verificar os extratos de sua conta bancária, para “evitar aborrecimentos”;

2 – Você passou por alguma perda financeira patrimonial (por exemplo, perdeu uma grande quantia em investimentos mal sucedidos) ou de renda (perdeu o emprego e arrumou outro ganhando menos, por exemplo) e não fez as devidas adaptações em seu estilo de vida para refletir a nova realidade financeira;

3 – Você está negligenciando gastos com saúde e educação. Não tem um seguro-saúde ou tem um que não lhe dá cobertura adequada. Contas médicas altas, especialmente de tratamentos longos e cirurgias complexas, são um notório fator de quebra financeira;

4 – Você é avalista em algum empréstimo ou fiador de um contrato de aluguel. Ser co-responsável por uma obrigação financeira de outra pessoa, especialmente quando essa outra pessoa não prima pela disciplina financeira, é uma causa comum de quebras e falências pessoais;

5 – Você não tem nenhuma reserva financeira. Se você tem uma renda (seu salário, por exemplo) e gasta tudo o que ganha (às vezes mais que isso), corre sério risco de quebra caso haja uma interrupção repentina dessa renda;

6 – Você vem fazendo uso regular de seu limite de cheque especial ou cartão de crédito nos últimos seis meses;

7 – Em algum momento, nos últimos seis meses, você “estourou” seu limite de crédito. “Estouros” de limite são eventos mais esporádicos e pontuais, mas são forte sinal de desequilíbrio financeiro e de um gerenciamento de riscos deficiente;

8 – Você tem bens móveis ou imóveis penhorados ou alienados como garantias de empréstimos e financiamentos, com isso está comprometendo seu patrimônio para dar “retaguarda” às dívidas.

Nestes casos, isoladamente ou em conjunto, a pessoa pode estar caminhando para um problema de insolvência sem perceber. “É necessária uma ação rápida e incisiva no sentido de identificar os gastos e eventuais vazamentos no orçamento doméstico, adequar as despesas à realidade financeira, e fazer um orçamento para os próximos meses”, disse Massaro.

Só assim será possível se orientar novamente rumo ao equilíbrio financeiro e buscar disciplina férrea para seguir o orçamento proposto, na visão do especialista.

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