Hipertensos e diabéticos são mais vulneráveis às doenças renais

Atualidades | 7/10/2011

A doença renal crônica é um problema de saúde pública mundial. Mais de um milhão de pacientes no mundo encontra-se em programa de terapia renal substitutiva (diálise). Cerca de dez milhões de brasileiros têm alguma disfunção renal e de acordo com o Censo Brasileiro de Diálise da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), mais de 92 mil pacientes fazem hemodiálise no país. Os hipertensos e diabéticos merecem atenção especial porque fazem parte do grupo de risco. Estima-se que existem no Brasil cerca de 35 milhões de hipertensos e sete milhões de diabéticos.
O diagnóstico precoce de disfunção renal no diabetes pode ser feito com a pesquisa de proteína na urina (albuminúria). Já a dosagem sanguínea de creatinina deve ser realizada em todo paciente com diabetes e hipertensão. Uma das principais medidas de combate à disfunção renal é o controle da hipertensão arterial e do diabetes, além da redução da perda de proteína na urina (proteinúria). Para isso, é preciso uma combinação de cuidados na alimentação, hábitos de vida saudáveis e medicamentos específicos. Além dos fatores genéticos existem questões ambientais como, por exemplo, o excesso de consumo de sal, o baixo consumo de potássio presente em frutas e legumes e até o estresse. O ideal é uma dieta restrita em sal (máximo cinco gramas por dia), pobre em carboidratos (para diabéticos), com restrição de gorduras e pouca carne vermelha. A obesidade e o sedentarismo também influenciam de forma significativa. Por isso, a atividade física, o abandono do tabagismo e a redução da ingestão de álcool são fundamentais. O uso adequado de medicamentos é essencial para o controle da hipertensão e do diabetes, assim como a realização de exames periódicos e consultas com especialistas.

Fonte: Daniel Rinaldi dos Santos – presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia.

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