Típico fraudador é homem, tem de 36 a 45 anos, e trabalha há mais de 10 anos na empresa
Análise internacional realizada pela KPMG com base em dados apurados em 348 investigações de fraudes promovidas pela consultoria para clientes de 69 países apurou que o típico fraudador empresarial é homem, tem entre 36 e 45 anos, pratica desvios contra seu próprio empregador, trabalha na área de finanças ou em setor ligado a ela, ocupa posição gerencial sênior, é empregado há mais de dez anos na companhia e age em conluio com outros fraudadores.
O estudo “Who is the typical fraudster?” (Quem é o fraudador típico?, em português), realizado agora em 2011, tem o objetivo de oferecer indicadores para que o gestor empresarial possa identificar eventuais riscos e ameaças a seus negócios. Os resultados do estudo atual foram comparados aos de levantamento de 2007.
Uma das mais importantes apurações da pesquisa está relacionada ao aumento percebido no percentual de casos em que os fraudadores aproveitaram fragilidades nos sistemas de controles internos das empresas para praticar desvios. De acordo com a análise, muito dessa evolução se deve aos cortes de custos adotados pelas corporações em razão da recente crise internacional.
O estudo mostra também que em 56% dos casos foram precedidos de avisos prévios (red-flags) de que as empresas estavam sujeitas a riscos de serem fraudadas. “Investir em sistemas de controle, inteligência e prevenção é o melhor caminho para que as empresas evitem ser fraudadas. Em geral, preparar-se para se precaver é muito mais barato e seguro do que tentar remediar problemas com fraudes”, afirma Werner Scharrer, sócio da área de Forensic Services da KPMG no Brasil.
Entre os 348 casos estudados internacionalmente, o valor médio do prejuízo provocado pelas fraudes foi de US$ 1,1 milhão, em 2011. Na América do Sul, no entanto, esse patamar ficou em US$ 800 mil. Ao final, o estudo conclui que as fraudes estão em alta, e os sistemas de defesa das empresas, em baixa.