Vendas crescem 29,26% em dezembro e imóvel usado fecha 2010 com valorização de até 269,09%

Atualidades | 4/02/2011

Imóveis usados valorizaram até 269,09% em 2010 na cidade de São Paulo, superando de longe a rentabilidade dos investimentos financeiros. Todos os 10 tipos de casas e apartamentos com maior valorização bateram os 32,26% de alta acumulada do ouro, o ativo com melhor performance no ano passado.
O ano terminou com forte alta no movimento de vendas de imóveis usados. As vendas de casas e apartamentos usados em dezembro foram 29,26% superiores às registradas em novembro, segundo pesquisa feita com 509 imobiliárias pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP). A locação de imóveis residenciais também teve desempenho positivo em dezembro, com crescimento de 10,66% no número de imóveis alugados em relação a novembro.
O imóvel campeão de valorização em 2010 foi o apartamento de padrão médio, com tempo médio de construção entre 8 e 15 anos e situado em bairros da Zona B, como Aclimação, Brooklin, Chácara Flora, Sumaré, Vila Mariana. Eles eram vendidos em média por R$1.250,00 o metro quadrado em janeiro de 2010 e chegaram a dezembro valendo em média Pesquisa Especial – Balanço 2010 da Capital CRECISP 2 R$4.613,60, ou 269,09% a mais.
O aluguel de muitos tipos de casas e apartamentos também subiu mais que a inflação e o rendimento de ativos financeiros, chegando ao pico de 146,43%. Foi esse o caso de residências de três dormitórios localizadas em bairros agrupados na Zona A, a de maiores valores médios na pesquisa, como Campo Belo, Cidade Jardim, Higienópolis, Itaim Bibi, Moema, Ibirapuera, entre outros. O aluguel médio em janeiro era de R$1.400,00 e fechou dezembro em R$3.450,00.
Essa vigorosa valorização dos imóveis usados e do aluguel residencial na Capital é o dado que mais impressiona quando se comparam os preços médios de venda e de locação apurados nas pesquisas feitas mensalmente pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP).
“É prova de fôlego do mercado de usados, fortalecido pelo aumento dos financiamentos e da renda da população com o pleno emprego e o crescimento da economia, e evidência concreta, no mercado de locação, de que a falta de moradias exerce pressão direta sobre o aluguel, como manda a lei da oferta e da procura”, avalia José Augusto Viana Neto, presidente do CRECISP. Mas ele ressalta que esses resultados também demonstram que o imóvel continua sendo uma excelente forma de investimento.

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