Escola tem papel fundamental para manter a população estudantil bem alimentada e saudável
O mês de fevereiro marca o retorno de quase 50 milhões de crianças e pré-adolescentes ao sistema escolar, público e privado. É um período de preocupações que professores, pais e alunos têm, todos os anos, com a compra de material didático, de uniformes, com a logística, preparo das aulas e outras coisas típicas do calendário escolar.
Mas há algo de muito especial que poucos avaliam como de importância fundamental para o desempenho dos jovens em idade escolar: a alimentação.
Para exercer sua plena capacidade intelectual e física, o estudante do ensino fundamental tem que se alimentar com qualidade e é a escola, na maioria dos casos, que acaba suprindo a criança ou pré-adolescente de uma nutrição rica e balanceada que lhe permita desempenhar suas atividades curriculares com sucesso.
Para Raul Enrique Cuore Cuore, professor e consultor da área de ensino, nos últimos anos vários institutos de pesquisa na área nutricional têm realizado estudos que comprovam que uma alimentação deficiente, sem o mínimo de vitaminas e nutrientes, prejudica consideravelmente o desenvolvimento de crianças em idade escolar.
Ele enfatiza que alimentos e bebidas oferecidos normalmente em cantinas escolares limitam-se a lanches rápidos, ingestão de salgados, doces e balas entre outros, que contêm altos teores de gordura e açúcar. Esse tipo equivocado de alimentação pode causar diversos problemas de saúde, como a obesidade infantil, cujos índices preocupantes vêm se acentuando, ano após ano. Também a merenda levada de casa pelos alunos, na maioria das vezes não atende as necessidades alimentares pela falta de orientação aos pais que preparam tais refeições sem nenhuma qualidade vitamínica ou protéica.
O professor Raul Enrique destaca que é importante aliar as iniciativas de mudança de cardápio a disciplinas de re-educação alimentar, tornando-as disciplinas curriculares. Desta maneira, os alunos poderão compreender a importância de uma alimentação equilibrada e tornando-se disseminadores dessa cultura nos espaços por eles freqüentados além-escola.
