Estudantes agitam mercado de locação na Capital
O mercado de locação na cidade de São Paulo, já bastante aquecido devido à falta de imóveis para alugar, movimenta-se ainda mais neste início de ano, com a busca de moradias por estudantes que passaram no vestibular e também por universitários que, com a mudança de ano letivo, anseiam por imóveis maiores ou mais bem localizados.
De acordo com Hilton Pecorari Baptista, diretor de Locação Residencial do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), a demanda começa a crescer no final de janeiro e se estende até o início de março nas regiões próximas às universidades, em bairros como Butantã (onde está a Universidade de São Paulo), Vila Buarque e Higienópolis (Mackenzie e Faap), Centro e Liberdade (FMU e cursinhos pré-universitários) e Vila Mariana e Vila Clementino (Universidade Federal de São Paulo). “Esse já é um período de grande rotatividade no mercado de locação, porque muita gente prefere mudar de casa durante as férias, e isso cresce ainda mais por causa dos universitários”, diz o diretor.
“Os imóveis mais procurados são os pequenos e econômicos, de 1 e 2 dormitórios, sem luxo, e com valor baixo de condomínio”, esclarece Pecorari Baptista.
Estimativas de imobiliárias associadas ao Secovi-SP dão conta que, em algumas regiões da Capital, a procura por aluguel cresce até 30% entre fins de janeiro e de março.
O diretor do Secovi-SP diz que dificilmente a locação para estudantes é motivo de dor de cabeça para as imobiliárias. É que, em vez de conhecidos ou parentes distantes, são normalmente os pais dos estudantes que arcam com as despesas e servem de fiador para a locação. “O seguro-fiança, feito em nome dos pais, também é bem aceito”, esclarece.