Ex-aluno do Cursinho da Poli consegue curso de especialização em Engenharia na França

Imóveis | 27/05/2011

Charles Garcia Pessoa é um exemplo de que a determinação pode levar longe. O jovem estudante de Engenharia da Computação na Unicamp recebeu uma bolsa de estudos, financiada pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), órgão do Ministério da Educação, e seguirá para a Universidade de Grenoble, na França, onde cursará uma especialização na área de Engenharia.

E não dá para dizer que a oportunidade caiu do céu. Ela veio por merecimento. “Ofereceram-se apenas três vagas para o Instituto da Computação (IC) da Unicamp, e houve uma seleção que tinha como critérios o desempenho acadêmico, o currículo e o conhecimento da língua estrangeira. Candidatei-me e fui selecionado para o programa”, explica.

Charles sempre estudou em escola pública, e passou pelo Cursinho da Poli nos anos de 2006, 2007 e 2008, quando foi aprovado em oito vestibulares. “Escolhi o curso de Engenharia da Computação na Unicamp e, desde o princípio, em uma turma de 95 alunos, sempre estive no grupo com as melhores notas. Por isso, recebi um convite para ser estagiário no laboratório de inovação da Microsoft, na própria universidade. Depois de um tempo, veio uma proposta para trabalhar em um projeto de bioinformática, também na Unicamp, que pretende ser referência na América Latina para análise de dados gerados por biólogos, por exemplo, na área de genética”, conta.

O jovem embarca para a França em julho e, mesmo com a vaga garantida, segue mostrando que uma preparação adequada é fundamental para encarar qualquer nova experiência. “Estou estudando francês e participarei de um curso intensivo, solicitado pelos organizadores da bolsa. Também vou continuar estudando inglês durante todo o tempo em que estarei lá”, explica Charles.

Como não poderia deixar de ser, ele demonstra entusiasmo e já faz planos para ir ainda mais longe. Está participando do processo de seleção para depois estudar inglês na Austrália. Quando questionado sobre as dificuldades enfrentadas no percurso até aqui, ele se recorda da família e deixa evidente o contraste entre sua origem e sua trajetória de amadurecimento e acesso ao conhecimento. “Minha mãe, que não estudou, está muito feliz, mesmo sem entender muito bem o que está acontecendo. Ela nem sabe onde fica a França”.

Para a coordenadora do Cursinho da Poli, Alessandra Venturi, a determinação do estudante é exemplar. “Muitos alunos chegam ao Cursinho desmotivados, principalmente quando obtêm resultados negativos nos vestibulares. Reforçamos sempre aos nossos alunos que, quando a meta é entrar em uma universidade pública, as falhas fazem parte do caminho de cada um, mas somente avança aquele que aprende com os erros e não desiste da conquista de seus objetivos”.

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