MS recomenda cuidados com a saúde durante as férias

Imóveis | 7/01/2011

Cuidados simples como manter o calendário de vacinação em dia, lavar sempre as mãos antes das refeições e saber escolher quais alimentos comer na rua ou em restaurantes são algumas das precauções que o turista deve ter para evitar transtornos e garantir férias sem doenças. Ao viajar, seja no Brasil ou para outros países, hábitos saudáveis podem evitar contratempos como ter que trocar a praia por uma estadia em algum hospital. Para orientar viajantes, o Ministério da Saúde oferece várias dicas de cuidados que devem ser adotados antes, durante e depois das férias.
Uma das recomendações é fazer uma avaliação de saúde com profissionais habilitados e não viajar se estiver doente. Longas horas de viagem de carro, avião ou ônibus favorecem, por exemplo, o surgimento de problemas circulatórios e o estresse durante a viagem podem diminuir a resistência do organismo e abrir caminho para outras doenças.
Outro cuidado importante é avaliar a situação vacinal, de acordo com a idade do viajante. Para isso, basta procurar uma unidade de saúde, de preferência da rede pública do Sistema Único de Saúde, portando o cartão de vacinação. Lá, um profissional de saúde fará a verificação do cartão e irá atualizar as vacinas necessárias para sua viagem. Todas as vacinas em atraso devem ser tomadas, com destaque para febre amarela, sarampo, rubéola e poliomielite.
Essa medida é essencial para evitar a reintrodução de doenças controladas no Brasil, como o sarampo e a rubéola, ou mesmo já erradicada, como a poliomielite. Quanto à febre amarela, existe a obrigatoriedade para brasileiros da apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), sob o risco de ter sua entrada proibida no país escolhido para visitar. O CIVP é obtido nos Centros de Orientação ao Viajante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para facilitar o atendimento, faça o pré-cadastro no site  http://www.anvisa.gov.br/viajante.
No caso da febre amarela, é importante que a atualização seja realizada no mínimo com 10 dias de antecedência da data da viagem para que a vacina possa fazer efeito e a imunidade seja adquirida.

PERCURSO – Problemas de saúde podem ocorrer ainda dentro do carro, ônibus, navio ou avião. Assim, não deixe de levar, tanto na mala como na maleta de mão, medicações contra dor de cabeça, alergias imprevistas ou aquelas de uso regular no controle de doenças pré-existentes, como hipertensão, diabetes e asma, entre outras. As medicações devem ter prescrição médica.

NAVIOS – Para os viajantes de navios, outras recomendações são importantes, tais como conhecer ter cuidados com o consumo de água e alimentos em cada parada da embarcação. Dentro ou fora do navio, evite o consumo de alimentos crus ou mal passados. Prefira os alimentos bem cozidos, ao invés daqueles que ficam expostos em balcões térmicos aquecidos ou refrigerados (sobremesas, saladas e molhos frios). No caso de diarréia três ou mais vezes em um intervalo de 24 horas, procure atendimento médico e informe imediatamente a tripulação do navio, que, por sua vez, deve notificar a Anvisa.

RETORNO – Após o retorno da viagem, caso apresente febre ou outros sintomas, como diarréia, problemas de pele ou respiratórios, procure imediatamente o serviço médico e informe o itinerário de sua viagem. Se possível, procure por serviços de referência para doenças infecto-contagiosas em seu Estado.

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