Ortopedistas alertam que queda de laje vira epidemia durante as férias

Imóveis | 7/01/2011

A queda acidental tornou-se a segunda maior causa de mortes em São Paulo no ano passado, e 45% desses acidentes ocorrem em casa, com crianças que sobem na laje para soltar pipa, para brincar ou participar de churrascos.
“O motivo da multiplicação desses acidentes é a falta de jardins ou de terraços nas favelas e nas casas mais pobres, o que torna a laje superior a única área disponível para o lazer”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, Claudio Santili. Ele acrescenta que, ao empinar pipa, a criança fixa o olhar no brinquedo, não percebe que está no limite da laje e sofre a queda, geralmente com consequências graves.
O problema está se tornando tão comum, principalmente na época de férias, em que as crianças passam mais tempo em casa, que a SBOT lançou um alerta e fará uma campanha para conscientizar a população a construir muretas ou colocar outra forma de proteção sobre as lajes. A proposta foi apresentada em pesquisa preparada por dois estudantes de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo – FCMSCSP, Bruno Alves Rudelli e Marcelo Valério Alabarce da Silva. “A maioria das quedas teve efeitos graves, como traumatismo crâneoencefálico e politraumatismo”, explica o quintoanista Bruno Rudelli.
O pesquisador conta que as vítimas precisam de internação demorada, até mesmo em UTI e a reparação do dano costuma envolver cirurgia e, além do prejuízo para o paciente, que quando não morre fica incapacitado por meses, o custo desses atendimentos é muito alto para a Saúde Pública.
Mesmo quando instintivamente a pessoa usa as mãos ou os braços para se proteger e evitar bater a cabeça, é freqüente a fratura de pulso ou do braço, diz o trabalho, que foi apresentado no Congresso de Ortopedia, em Brasília.

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