Self-Service: prático sim, mas perigoso!
Com o dia-a-dia agitado, milhares de pessoas não podem dar-se ao luxo de almoçar em casa nem de preparar o seu próprio alimento. Por conta disso, optam por almoçar em restaurantes, como, por exemplo, os de autosserviço ou self-service – como são mais conhecidos. Mas você já parou para pensar em como esses estabelecimentos têm armazenado e manejado os alimentos disponíveis no buffet? Sabia que a mesma opção de alimentação que parece acessível na sua rotina pode representar uma ameaça à sua saúde?
Uma pesquisa realizada pela USP, em janeiro desse ano, mostrou que almoçar em restaurantes self-service na cidade de São Paulo entre 14h e 15h pode significar um risco à saúde. Segundo o estudo, nesse horário a maioria dos alimentos disponíveis nos restaurantes está imprópria para o consumo devido ao longo tempo de exposição a uma temperatura inadequada. O ideal é que as saladas e os demais pratos frios devem estar sobre recipientes com gelo, a uma temperatura que não pode passar dos 10ºC. Já os pratos quentes devem ser conversados a um calor de 60ºC, para que não haja o risco de contaminação.
Para Nilton Cunha, responsável pelo Marketing da COZIL, empresa líder de mercado no segmento de cozinhas profissionais, a principal preocupação desse tipo de estabelecimento deve ser, principalmente no equipamento utilizado. “Não basta ter ótimos cozinheiros, vasta opção no cardápio e não oferecer a segurança necessária naquilo que está será servido. Uma comida em temperatura inadequada não é fica apenas com gosto insosso, mas também é nocivo à saúde do consumidor”, alerta.
Outro erro que compromete a saudabilidade do alimento é a reposição de comida sem troca de recipiente. Os resíduos que permanecem na porção anterior podem estar contaminados e com isso passa para o restante da comida. Os famosos ‘paninhos’ que são utilizados para a limpeza também são exemplos do que não fazer. Dados do Ministério da Saúde indicam que alimentos crus, como ovos e carnes vermelhas, são responsáveis em média, por 34,5% dos surtos de doenças transmitidas por alimentos que ocorrem no Brasil.