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	<title>Gazeta de Santo Amaro &#187; preço</title>
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		<title>Menos imposto e mais emprego e consumo</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 00:56:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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<p>Desde meados da década de 90 as políticas públicas promoveram o aumento do poder de compra&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="autor">* Marcos Cintra</p>
<p>Desde meados da década de 90 as políticas públicas promoveram o aumento do poder de compra das famílias brasileiras e reduziram o nível de desemprego no país. Em 1994 o Plano Real foi exitoso ao debelar a inflação e, com isso, a capacidade de consumo cresceu com a elevação dos salários reais. Com mais dinheiro no bolso dos consumidores, as vendas cresceram e ajudaram a impulsionar, juntamente com a maior demanda proveniente de outros países, o mercado de trabalho.</p>
<p>O consumo doméstico teve ainda outros ingredientes que o fortaleceram que foram os programas de transferências de renda, como o Bolsa-Família, e também os aumentos reais do salário mínimo. De um modo geral, o brasileiro tem vivenciado uma constante elevação em seu poder de compra, mas uma pesquisa indica que o consumidor começa a se conscientizar que o potencial de consumo é fortemente limitado pelos impostos e que mais empregos poderiam ser gerados se os tributos fossem reduzidos.</p>
<p>Segundo uma pesquisa do Instituto Análise, 67% dos brasileiros de baixa renda defendem a redução de impostos para gerar empregos e diminuir preços. O levantamento aponta que o corte de tributos é apontado com a principal medida contra o desemprego, superando educação.</p>
<p>Uma das razões para a maior conscientização da população pode ter sido as campanhas de entidades mostrando o alto peso dos impostos nos preços e também os efeitos das medidas adotadas pelo governo para enfrentar a crise mundial iniciada em 2008. As desonerações de produtos como veículos, materiais de construção e eletrodomésticos revelaram para as pessoas que reduzir imposto, como foi o caso do IPI, eleva a capacidade de consumo e gera mais empregos.</p>
<p>A sociedade quer menos impostos nos preços e salários. O brasileiro se deu conta da elevada carga tributária que incide sobre sua remuneração e sobre as mercadorias que adquire. Esse tema deve ser predominante nas eleições deste ano. O novo presidente e os parlamentares terão que levar adiante a reforma tributária, mas não a que está contida no projeto que o governo apresentou, que mantém o elevado ônus sobre os trabalhadores e as mercadorias. Ela representa apenas uma maquiagem no atual sistema tributário.</p>
<p>A proposta que pode reduzir a carga tributária sobre salários e preços é a PEC 474/01, do Imposto Único, porque ela acaba com todos os impostos sobre a folha de salários e sobre os preços das mercadorias, substituindo-os por apenas um tributo que seria cobrado em cada movimentação financeira nos bancos. È a alternativa que o novo governo deve levar adiante para atender o desejo do brasileiro de continuar aumentado seu poder compra e gerando novos empregos.</p>
<p><span class="autor">* Marcos Cintra</span> é doutor em Economia pela Universidade Harvard (EUA), professor titular e vice-presidente da Fundação Getulio Vargas</p>
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